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Histórico

A habilitação em Espanhol pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras constou do Decreto do Governo do Estado de São Paulo, que, em 1934, criou a USP. As disciplinas Língua Espanhola e Literatura Espanhola, no entanto, só passaram a ser oferecidas a partir de 1940, na Cadeira do mesmo nome, no Curso de Línguas Estrangeiras. Com a criação, em 1942, da habilitação em Letras Neolatinas - que destinava dois anos ao estudo dessas disciplinas - a Literatura Hispano-Americana foi incorporada ao nome da Cadeira. A partir de 1964, passou a existir a habilitação em Espanhol, com a presença das mencionadas disciplinas ao longo dos quatro anos do curso. Em 1970, com a reforma universitária, os docentes da antiga Cadeira foram incorporados, junto com os das similares de Alemão, Francês, Inglês e Italiano, para compor, como Área de Espanhol, o Departamento de Letras Modernas, situação que perdura até hoje.

Na evolução dos estudos relativos ao Espanhol e suas literaturas na FFLCH/USP, cabe distinguir, até esta data, três momentos: um inicial, até 1965; um outro intermediário, dessa data até a implantação da atual pós-graduação, em 1978; e a etapa posterior de desenvolvimento desses estudos.

De 1940 até 1965
De 1940 a 1944, a Cadeira contou com apenas um professor contratado; em 1944 ganhou um assistente e, a partir de 1949 passou a contar com um auxiliar de ensino. No início dos anos 60, além do Encarregado da Cadeira, passou a contar com um professor colaborador e dois assistentes. Até 1951, os programas de Literatura se limitavam à Literatura Espanhola. Em 1952, incorporaram o "Romantismo" e o "Post-Romantismo" hispano-americanos. A partir de 1960, a Literatura Hispano-Americana aparece como disciplina independente dentro da Cadeira. Nessa primeira etapa, é claro o predomínio dos estudos literários. Ao ensino da Língua Espanhola destinava-se apenas um ano em 1961 e dois em 1962. A Literatura Hispano-Americana, por sua vez, aos poucos iria ganhando espaço equivalente ao destinado à Espanhola.

De 1965 a 1977
Em 1965 foi preenchido, por concurso público, o cargo de Catedrático. Além disso, entre 1960 e 1973, foram defendidas as primeiras teses, dentro ao antigo regime de pós-graduação: 3 dissertações de mestrado (2 de Literatura Espanhola e 1 de Língua Espanhola); 5 teses de doutoramento (3 de Literatura Espanhola, 1 de Hispano-Americana e 1 de Língua Espanhola); e 1 de Livre-Docência, em Literatura Hispano-Americana.

Nessa segunda etapa, houve um forte aumento quantitativo do corpo docente: ao ser extinta a Cadeira e criado o Departamento de Letras Modernas, em 1970, a Área dispunha de 6 docentes; em 1977, contava com 13 professores. Ao mesmo tempo, em 1973, estabeleceu-se uma distribuição eqüitativa da carga horária entre as três disciplinas da Área e fixou-se a distribuição do trabalho dos docentes levando em conta sua especialização em uma delas.

De 1978 até hoje
A reforma universitária de 1969, no entanto, e a conseguinte implantação do atual regime nacional de pós-graduação encontraram a Área, circunstancialmente, carente da massa crítica indispensável para a adoção deste último. Assim sendo, apenas em 1977 foi possível solicitar da Universidade o credenciamento do programa de pós-graduação na especialidade. Ao começar a funcionar o mestrado, em 1978, com o nome de "Programa de Pós-Graduação em Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano-Americana", os estudos nesse nível, no entanto, centravam-se exclusivamente nas literaturas, a ponto de ter sido posteriormente mudado o nome para "Literaturas Espanhola e Hispano-Americana", atendendo assim, também, à independência no tratamento de ambas as literaturas. Em 1984 a USP credenciou o doutoramento.

Na década de 90 iniciou-se o desenvolvimento do segmento correspondente à Língua Espanhola no mencionado programa de pós-graduação, mediante a incorporação à Área de docentes que realizaram seu doutoramento na especialidade de Lingüística. Assim, em 1998, foram solicitadas a inclusão das linhas de pesquisa correspondentes e a mudança do nome do programa para “Pós-Graduação em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana". Em 2001 formava-se o primeiro mestre em Língua Espanhola e, no mesmo ano, abriam-se as matrículas para o doutoramento nessa especialidade.

O Programa contou regularmente com a colaboração de professores visitantes: a partir de 1987 passou a receber professores estrangeiros que ministraram cursos. Em média, contou-se, até hoje, com um professor visitante por semestre.

Entre 1982 e 1990, a Área de Espanhol passou a contar com 14 docentes, número que caiu depois para 11. Hoje a integram um total de 15 professores, número obtido junto à Reitoria da USP em função da duplicação, em 2000, das vagas oferecidas na graduação. É de se salientar que o maior desenvolvimento da pesquisa, a partir de 1978, coincide com a progressiva extensão do regime de trabalho da totalidade dos docentes da Área à Dedicação Exclusiva.